SaudePro

EntrarCadastrar-se
  • Google Bookmarks
  • Twitter
  • Windows Live
  • Facebook
  • MySpace
  • Yahoo! Bookmarks
Início » Profissional » Conteúdo Profissional » Alimentos Funcionais - Fibras » Fibras, conceitos e aplicabilidade clínica
A+ R A-

Fibras, conceitos e aplicabilidade clínica

email

Dr. Daniel Magnoni

Para simplificar a compreensão e aplicação na prática clínica procurou-se adequar uma classificação mais ampla a essas substâncias. Podem ser classificadas em solúveis (viscosas e muito fermentadas) e insolúveis (não são viscosas e pouco fermentadas).
Alguns carboidratos com propriedades físico-químicas semelhantes às fibras foram recentemente classificados como fibras. Entre eles encontra-se a inulina e frutooligossacárides, amido resistente e açúcares não absorvidos.
Os efeitos orgânicos das fibras são distintos e dependem de suas características. Algumas fibras solúveis como pectina e gomas podem diminuir o tempo de esvaziamento gástrico e de trânsito intestinal. Ao contrário, fibras insolúveis podem aumentar o trânsito no intestino delgado.
Fibras solúveis podem interferir desfavoravelmente sobre a absorção de nutrientes. Absorção de carboidratos pode estar dificultada na presença de fibras solúveis por essas diminuírem a taxa de difusão da glicose. Ligam-se aos sais biliares diminuindo sua reabsorção e podem diminuir, em certos casos, a absorção de proteínas. Absorção de minerais como cálcio, magnésio, ferro, cobre e zinco não parecem sofrer influência diante das fibras.
Fibras insolúveis não são usualmente degradadas, embora possam sofrer hidrólise ou fermentação. Fibras solúveis são, na maioria, hidrolizadas e fermentadas (exceto carboximetilcelulose entre outras). Muitas espécies de bactérias atuam no processo de degradação das fibras. Entre elas se destacam Baterióides, Bifidobacterium, Clostridium e Lactobacilos. Após fermentação forma-se ácidos graxos de cadeia curta como acetato, propionato e butirato. Lactato, succinato e piruvato podem ser produzidos como produto intermediário desse processo ou da fermentação da inulina e frutooligossacárides.
Fibras insolúveis e solúveis aumentam o peso e volume fecal por mecanismos diferentes. As insolúveis retém água no interior de uma matriz e promovem aumento maior do bolo fecal em relação às solúveis que, por serem fermentáveis, aumentam o peso e volume pela maior massa bacteriana fecal.
A presença de ácidos graxos de cadeia curta formados pela fermentação das fibras aumenta a absorção de água no cólon. Este mecanismo pode ser útil no controle de alguns tipos de diarréia.
Fibras elevam a viscosidade do quimo. Esse efeito associado à produção de ácidos graxos de cadeia curta podem melhorar a tolerância à glicose e diminuir níveis séricos de colesterol total e LDL.
A ingestão recomendada de fibras situa-se entre 10 e 13 gramas por 1000 calorias, o que em média significará 20 a 35 gramas ao dia. Esta proporção pode ser alcançada em pacientes em alimentação enteral, já que existem, comercialmente disponíveis, dietas enterais ricas em fibras.

Saiba mais sobre outros conteúdos relacionados
Receba os nossos news letters com as novidades e recentes diretrizes
Participe de enquetes e concorra a diversos premios e promoções
Faça o seu cadastro e entre no universo da nutrição
Seja um parceiro do IMeN
Quero me cadastrar agora:

IMeN - Instituto de Metabolismo e Nutrição • © 2009 nutricaoclinica.com.br
Rua Carlos Sampaio, 304 conj 21-31 • São Paulo • SP
Fone: (11) 3287-1800 • 3253-2966
imen@nutricaoclinica.com.br

Entrar